Saiba um pouco mais sobre
Varizes e Vazinhos dos Membros Inferiores

Aqui você vai encontrar informações importantes.

Se está lendo este pequeno texto, isto significa que em breve fará uma consulta com um médico relacionado à Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – uma das maiores sociedades da especialidade em todo o mundo – filiada a Regional do Estado de São Paulo.

Introdução

As Varizes dos Membros Inferiores, e os famosos Vasinhos, que comumente afetam as pernas, são muito conhecidos e normalmente dispensam qualquer apresentação.
São as queixas mais comuns no consultório Vascular. Estudos apontam que cerca de uma em cada três mulheres, e um em cada cinco homens vão apresentar algum grau da doença ao longo da vida.
Entretanto, elas são apenas uma parte, um estágio, de uma doença muito mais complexa intitulada Insuficiência Venosa Crônica (IVC).
Seu diagnóstico e tratamento devem ser feitos por médico Vascular habilitado e experiente, para que os resultados sejam adequados e não ocorram complicações.

Quais são as suas causas?

Apesar das várias teorias, ainda não há um consenso sobre a origem das varizes, mas sabemos que existem alguns fatores de risco (alguns modificáveis e outros não) para o desenvolvimento e piora da doença:
• Tendência familiar: parentes próximos (avós, pais e irmãos) com varizes, indicam um risco maior
• Obesidade
• Sedentarismo: o movimento é muito importante na circulação das pernas
• Múltiplas gestações
• Uso de anticoncepcionais
• Trabalho em pé
• Gênero: mulheres tem uma chance maior de desenvolver varizes
• Idade: com o passar dos anos, aumenta a incidência de IVC
• Tabagismo: o papel do cigarro não está estabelecido, mas suas graves implicações sobre o sistema circulatório encorajam seu desuso
• Uso de sapatos de salto alto: o sapato de salto muito alto diminui a mobilidade da perna podendo prejudicar o retorno venoso. Apesar de não haver comprovação científica, é aconselhável, para as pessoas que permanecem muito em pé, evitar o uso de salto demasiadamente alto.
• Trombose venosa: dificulta o retorno do sangue de forma temporária ou permanente, podendo levar ao desenvolvimento de varizes no curto prazo e IVC no longo prazo.

Como é feito o diagnóstico?

As varizes geralmente são facilmente identificáveis ao simples exame físico. Ao médico cabe confirmar este diagnóstico, graduar a doença (algo que influenciará na decisão sobre o tratamento) e indicar os exames complementares pertinentes que ajudarão a desvendar a origem do problema e guiarão as decisões sobre o tipo de tratamento.

Quais são os exames complementares principais?

Atualmente o exame mais utilizado é o ultrassom com Doppler Vascular do sistema venoso dos membros inferiores.
É indolor, de execução simples e com bons resultados em mãos habilitadas, fornecendo os dados fundamentais para o planejamento do tratamento. Em casos de exceção podem ser necessários exames mais complexos, e somente um Cirurgião Vascular habilitado e experiente é capaz de verificar a necessidade.

Como as varizes e os vasinhos são tratados?

Detectada a presença de varizes, a única maneira de eliminá-las é através de intervenções como cirurgia e escleroterapia (ablação química ou simplesmente secagem das veias).

A escolha do tratamento depende do tipo de veia, da condição clínica do doente, da localização e extensão do problema na veia, bem como da expectativa a respeito deste tratamento.

Métodos de tratamentos conservadores, sem cirurgia ou escleroterapia, não curam ou previnem os problemas existentes nas veias. Entretanto, costumam ajudar a aliviar os sintomas como dor, inchaço, coceira e peso nas pernas, pelo menos temporariamente.

Como métodos conservadores podem ser indicados o uso de meias elásticas e/ou o uso de medicamentos flebotônicos, porém sempre com orientação médica.

Na visão mais atual, as várias modalidades de tratamento são combinadas para a obtenção dos melhores resultados, tanto estéticos como para alívio dos sintomas.

Quanto aos tratamentos efetivos podemos citar como principais técnicas:
• Cirurgia convencional: os cirurgiões vasculares brasileiros acumularam provavelmente uma das maiores experiências mundiais neste método.
• Termoablação ou Tratamento endovascular venoso: um método mais recente no Brasil, emprega fibras de laser ou radiofrequência para tratar a veia por dentro. O tempo de recuperação costuma ser um pouco menor.
• Ablação química ou Escleroterapia: também conhecida como secagem, é a injeção de uma substância dentro do vaso ou veia doente fazendo sua inativação. É o método mais simples porem o que apresenta maiores taxas de recidiva em veias calibrosas.

As varizes não vão fazer falta?

Não. O tratamento bem indicado e bem realizado elimina as veias doentes, que já não cumprem sua função, havendo outras veias normais que estão suprindo a circulação local.

Elas voltam?

O processo de formação das varizes é contínuo, relacionado à genética e aos fatores de risco citados. Assim, é comum aparecerem novas varizes no decorrer do tempo. O tratamento das varizes deve ser contínuo, bem como esforços para evitar os fatores de risco modificáveis a exemplo do sedentarismo, obesidade, etc.


Conheça mais
Sobre o Doutor
Fabio Henrique Rossi

O Dr Fabio H Rossi possui Doutorado e Pós-Doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese (IDPC) e Universidade de São Paulo (USP), e especialização internacional pelo Montefiore Medical Center ( Prof Frank J Veith – Nova Iorque – EUA).

É o Professor coordenador responsável pela Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular, e também pela disciplina de Pós-Graduação de Tecnologia em Cirurgia Cardiovascular e Endovascular extra-cardíaca (IDPC-USP).

Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP).

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