Saiba um pouco mais sobre
Síndrome Pós-Trombótica ou de Cockett


Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome pós-trombótica são:

  1. Recanalização e destruição das válvulas venosas: quanto menor o grau de recanalização das veias que apresentaram a trombose (retirada dos coágulos destas veias), maior o risco de SPT grave. A destruição das válvulas venosas levará ao aparecimento das varizes.
  2. Localização dos coágulos: tromboses nas veias das pernas (VV.tibiais posteriores) e na veia posterior ao joelho (v.poplítea) aumentam o risco de complicações. Quanto mais veias estão envolvidas na trombose, maior as chances de se desenvolver o quadro da SPT, pois longos segmentos de veias demoram mais para recanalizar pela ação única e exclusiva do organismo.
  3. Novas tromboses: a extensão da trombose por um novo evento causa mais danos às veias e portanto dificulta ainda mais a recuperação da circulação normal. Pacientes com mais de uma história de trombose em diversas veias das pernas aumenta em até 10 vezes a probabilidade de desenvolver a SPT em suas formas mais graves.
     

Podem ocorrer também alterações nas veias superficiais, com aparecimento de varizes, que na realidade são as veias que estão levando o sangue que deveria estar circulando pelas veias obstruídas pelos trombos.

As duas alterações associadas levam a alterações da pele, com aparecimento de manchas escuras(pigmentação ocre), endurecimento da pele (dermatosclerose) e eventualmente as feridas nas pernas (úlceras varicosa).

Todos estes sinais da sindrome pós-trombótica estão associados a sintomas de dor, inchaço (edema), coceira (prurido), cansaço e sensação de peso importantes, e que na maioria das vezes leva a problemas de ordem familiar, social e profissional.

 

O diagnóstico clínico da SPT muitas vezes inclui uma trombose venosa profunda que não foi diagnosticada anteriormente, e só vai ser descoberta agora, quando o paciente apresenta os sinais e sintomas da síndrome pós-trombótica. As queixas variam muito, de acordo com a gravidade da trombose, sua extensão nas veias, etc. As principais são o inchaço (edema), veias varicosas superficiais, manchas na pele com ou sem o endurecimento, feridas de variados tamanhos (úlceras) e dificuldade para utilizar as pernas por causa de todas as alterações juntas (claudicação venosa).

O primeiro exame hoje para investigação da SPT é o Ultrassom Doppler Vascular que mapeia todas as veias superficiais e profundas das pernas, encontrando os pontos de formação dos coágulos e obstrução da circulação sanguínea. Com isto podemos compreender o grau de comprometimento do funcionamento do sistema venoso e também fazer um planejamento adequado do tratamento. 

O segundo exame para uma investigação da SPT já pensando na possibilidade de um tratamento endovascular é a Angiotomografia ou Angioressonância venosa. Após a injeção de um contraste na circulação, as imagens são obtidas e depois reconstruídas, mostrando todas as veias e suas relações com as outras estruturas. Esta reconstrução pode ser tridimensional, permitindo aos médicos fazerem uma avaliação completa da situação e das alterações circulatórias, assim como também já programar o tratamento endovascular posterior.

Outros exames que são utilizados incluem as flebografias, radiografias das veias realizadas com injeção de contraste para visualizar todas as veias da perna e encontrar onde estão “faltando” veias por causa dos trombos que estão dentro delas. Este exames também servem para a programação de um procedimento endovascular de recanalização venosa.

O tratamento convencional da SPT inclui as meias elásticas por toda a vida, mudança nos hábitos e atividades profissionais, medicações que ajudem a circulação venosa e em alguns casos cirurgias.

A cirurgia de varizes deve ser considerada com cuidado, uma vez que as varizes podem ser secundárias a presença de obstrução do sistema venoso profundo, e serem uma importante via de circulação venosa acessória e colateral. 

Nos casos em que existe dor acentuada e perda da qualidade de vida, e que existe obstrução severa no sistema profundo poder ser necessária a realização de angioplastia com implante de stent

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No caso de dúvidas e necessidade de maiores informações entre em contato com um cirurgião vascular!

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Sobre o Doutor
Fabio Henrique Rossi

O Dr Fabio H Rossi possui Doutorado e Pós-Doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese (IDPC) e Universidade de São Paulo (USP), e especialização internacional pelo Montefiore Medical Center ( Prof Frank J Veith – Nova Iorque – EUA).

É o Professor coordenador responsável pela Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular, e também pela disciplina de Pós-Graduação de Tecnologia em Cirurgia Cardiovascular e Endovascular extra-cardíaca (IDPC-USP).

Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP).

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