Saiba um pouco mais sobre Elastocompressão e Linfedema

Elastocompressão e Linfedema

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que em breve fará uma consulta com um médico relacionado à Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – uma das maiores sociedades da especialidade em todo o mundo – filiada a Regional do Estado de São Paulo.

Introdução:

O Linfedema é definido como um acúmulo de líquido e proteínas, que pode ocorrer em diversas regiões
do corpo, mas com particular importância nas extremidades como braços e pernas. Várias doenças estão
relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta.

Como destaques para as situações mais frequentes podemos citar:
• Linfedema nos membros superiores – ligado ao câncer de mama, geralmente pós-cirúrgico ou pós-radioterapia.
• Linfedema nos membros inferiores – ligado às infecções (erisipelas) de repetição.
• O sistema linfático é pouco conhecido, mas desempenha um importante papel em nosso organismo.
• Geralmente localiza-se paralelo ao sistema de transporte de sangue composto por:
• Artérias: vasos sanguíneos responsáveis pela distribuição de sangue oxigenado e rico em nutrientes a
todos os órgãos e tecidos.
• Veias: vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno deste sangue, agora com mais gás carbônico e
sobras do metabolismo ao coração.

Entre as artérias e as veias existe uma diferença de pressão que permite o fluxo de uma para outra, mas
desse diferencial de pressão decorre algum acúmulo de líquido e sobras metabólicas nos tecidos.

Como se inicia o problema?

O sistema linfático é responsável pela coleta do excesso de líquidos, proteínas e metabólitos que “sobram” em nosso corpo, pelo direcionamento destes de volta à circulação e pela defesa do organismo contra infecções. Mesmo com o sistema linfático funcionando normalmente, uma produção exagerada de líquidos e metabólitos pode levar ao seu acúmulo, nesse caso, caracterizando o edema simples ou inchaço naquela determinada região. Algumas situações comuns de inchaço sem comprometimento do sistema linfático são: insuficiência cardíaca, problemas nos rins, alterações do fígado, varizes dos membros inferiores, hipotireoidismo crônico (mixedema) e o uso de medicações como corticoides, alguns anti-hipertensivos e até mesmo determinados diuréticos, que podem gerar um desbalanço e ser a origem do edema.

Como posso fazer o diagnóstico?

A correta identificação da causa desse edema é importantíssima, visto que os tratamentos serão fundamentalmente diferentes. Na maioria das vezes, um minucioso exame médico é suficiente para fazer essa diferenciação. Eventualmente, exames complementares como dosagens sanguíneas (função renal, hepática, proteínas, etc.), ultrassom venoso e testes cardíacos são úteis para afastar as outras causas. A linfocintilografia é o exame mais indicado para a visualização direta do sistema linfático, mas suas indicações são restritas.

Há tratamento?

Sim. Muito embora com a tecnologia e os recursos que dispomos atualmente o Linfedema não tem uma cura, é possível e importantíssimo fazer o tratamento adequado a fim de bloquear a evolução da doença e diminuir suas graves consequências. Tal tratamento é baseado em quatro pontos fundamentais, conhecido como terapia descongestiva complexa. Os componentes desse tratamento consistem na drenagem linfática manual, exercícios que estimulem a drenagem linfática (miolinfocinéticos), terapia de compressão (com meias/luvas elásticas ou bandagens compressivas) e os cuidados com a pele como hidratação e prevenção de infecções fúngicas ou simplesmente micoses. A associação de linfedema de membros inferiores e doença venosa (varizes ou insuficiência venosa crônica) é bastante frequente. Nestes casos, o tratamento concomitante pode trazer benefícios (veja o tratamento específico da doença venosa no texto correspondente) e uso de medicações flebotônicas e/ou meias de compressão pode ajudar a minimizar os sintomas.

Dica?

Se você apresenta inchaço nas pernas ou nos braços e pensa que pode ser Linfedema, converse com seu vascular. Ele é o especialista que conhece as melhores técnicas de investigação e pode, em conjunto com o paciente, definir a forma mais adequada de prevenir e tratar esse problema.

Os médicos associados à SBACV-SP têm acesso diferenciado a cursos de aperfeiçoamento, informação técnica e educação continuada.

Material desenvolvido pela Kendall em parceria com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional de São Paulo Por: Dr. Marcelo Rodrigo de Souza Moraes
SBACV-SP: www.sbacvsp.com.br

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