Saiba um pouco mais sobre Doenças Vasculares x Renais

Doenças Vasculares x Renais

Doença vascular renal e a sua interferência na condução

Praticamente um terço dos casos podem ser bilaterais e a insuficiência renal estabelece-se de forma rápida ou gradual. Está habitualmente associada a embolias noutros órgãos, causando isquémia retiniana, gastrointestinal, gangrena nos dedos dos pés, hipertensão, etc.

Em consequência da obstrução da artéria renal, ocorre um enfarte no rim que, se for grande, causa dor, vómitos, HTA, febre, etc. A função renal pode ser mantida graças ao outro rim.

Mais Informações

  • Ao eliminar a oclusão por embolectomia ou derivação (se a origem for embólica ou trombótica), o tratamento cirúrgico possibilitará a recuperação do rim e o controlo da HTA.

    Se afectar as pequenas artérias, irá recomendar-se tratamento conservador com heparinização e fibrinolíticos.

    A nefrectomia está reservada para casos de isquémia renal irreversível.

  • Estenose da artéria renal:É a principal causa de hipertensão renovascular devido a aterosclerose nos homens com mais de 60 anos com retinopatia avançada ou nas mulheres com menos de 45 anos por displasia fibromuscular.

    O seu surgimento pode ser brusco, maligno e refractário ao tratamento.

  • Esclerodermia:Pode causar insuficiência renal brusca e hipertensão grave por oclusão dos pequenos vasos em doentes que se encontravam estáveis.

    Requer tratamento enérgico com inibidores da enzima conversora e controlo rigoroso da função renal.

  • Nefrosclerose arteriolar:Causada por lesão nas arteríolas renais por hipertensão persistente.

    A evolução maligna caracteriza-se pela evolução acelerada da TA e insuficiência renal.

    Regra geral, o controlo rigoroso da hipertensão melhora o quadro clínico e a função renal.

  • Toxemia gravídica:A pré-eclampsia caracteriza-se por hipertensão, edema, coagulopatia de consumo, retenção de sódio e hiperreflexia. A eclampsia é a ocorrência posterior de convulsões. Gera insuficiência renal.

    O tratamento implica repouso na cama, sedação, controlo das convulsões e da hipertensão.

  • Vasculite:As complicações renais são frequentes e graves na maioria.

    O tratamento é o da doença de base.

Conselhos sobre oclusão aguda de uma artéria renal devido a trombose ou embolia.

Trata-se de um quadro clínico grave que impossibilita a condução até à resolução completa, que será indicada pelo médico especialista.

Nos casos de cirurgia aberta, as feridas cirúrgicas impossibilitam a condução até à alta definitiva.

Não se pode conduzir enquanto o foco embolígeno não for controlado e o doente estabilizado.

O doente a tomar medicação anticoagulante deve ser advertido do risco maior de vir a sofrer de hemorragias no caso de golpes pequenos, o que faz com que seja necessário reforçar a segurança na condução.

Conselhos sobre estenose da artéria renal.

Nesta situação, só se pode conduzir depois de o diagnóstico ser confirmado e a hipertensão controlada pelo tratamento médico com antagonistas do cálcio e inibidores da enzima conversora.

Nos casos seleccionados, procede-se à realização de revascularização cirúrgica ou angioplastia renal.

O especialista avaliará o resultado dos tratamentos estabelecidos e indicará quando o doente se encontra habilitado para a condução, com valores da tensão controlados e sem repercussão orgânica.

Conselhos sobre Vasculite.

A insuficiência renal como complicação em qualquer forma de vasculite impede a condução até que o tratamento da doença causal controle o quadro clínico.

O especialista informará sobre a evolução favorável do doente neste sentido.

Fonte: Medicos Pela Segurança Viária

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